quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Música Clássica com Samba: Sucesso na Admnistração

Na noite de 30 de Dezembro de 2009, nas dependências do Assary Clube de Campo, em Votuporanga (SP), apresentaram-se o maestro João Carlos Martins regendo a Bacchiana Chamber Orquestra com a participação da bateria da Escola de Samba Vai Vai, de São Paulo. Essa união de talentos emocionou a todos. Durante essa apresentação muitos arrepios, lágrimas e suspiros e depois aplausos calorosos e entusiasmados por diversos minutos. Era o reconhecimento que o clássico pode se dar muito bem com o "popular". Em admnistração isso também é possível.
Muitos gestores "da antiga" costumam dizer que não precisam de conselhos, consultoria ou assessoria porque sempre tocaram seus negócios de determinada maneira, e assim estava bom.
Da mesma forma que a música clássica e o samba se juntaram em uma belíssima apresentação, aquela maneira antiga de administrar, onde se usava muito da intuição, pode continuar. Mas não só de intuição se vive no mundo corporativo.
O empreendedor de sucesso é altamente intuitivo. Seus pensamentos nunca param. Mesmo alcançando seus objetivos sua cabeça continua fervilhando, e lá vai ele atrás de novidades. São pessoas assim que transformam nosso mundo. Precisamos sobremaneira dos "cabeças quentes", dos inquietos, dos inconformados. É garantia de sangue pulsando a mil por hora.
Temos uma outra categoria de empresários que possuem boas ideias, mas na hora de colacá-las em prática acabam patinando. Geralmente por inexperiência. Precisam de apoio, tanto de órgãos especializados, como o Sebrae como de consultores, por exemplo. Esses empresários aceitam a ajuda e convivem bem com ela, pois estão interessados em aprender e progredir.
A turma mais difícil de lidar é aquela que acha que sabe tudo, seu negócio não sai do lugar e vive correndo em banco (às vezes até agiota) para descontar cheques e duplicatas. "O mercado está uma porcaria. Não sei como meu concorrente cresce", costumam dizer. É simples. O concorrente uniu a intuição e experiência com práticas modernas de gestão. Como o clássico e o samba.
Nenhum empresário vai deixar de ser "homem" porque aceitou mudanças na maneira de gerir seus negócios. Não haverá perda de direção. Muito ao contrário. A principal função do gestor é essa mesma, ou seja, gerenciar, gerir, comandar o empreendimento.
O empresário deve delegar competências e cobrar resultados. Isso será possível ao se estabelecer metas e objetivos a serem alcançados. Para isso, são utilizados controles administrativos e financeiros.
Há um ditado que diz que quem trabalha não ganha dinheiro. Além de trabalhar muito, o empreendedor deve aprender a confiar nas pessoas e saber dividir responsabilidades. Pois enquanto se preocupa em correr ao banco, centralizar compras e pagar os colaboradores, pode perder o bonde da oportunidade, e aí poderá ser tarde; sua cabeça está preocupada com outros assuntos "menores". Por isso, confiar e delegar é o melhor caminho.
Gestão. Esta é a palavra chave para o empreendedor de sucesso.
Boa sorte!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Fluxo de Caixa

Nem sempre o fluxo de caixa merece dos gestores a importância devida. Através desse instrumento a empresa poderá se preparar para administrar suas disponibilidades financeiras.
O conceito de fluxo de caixa é simples: anotam-se todos os créditos a receber e as obrigações a pagar. Mas seu controle precisa ser rigoroso, diário e metódico. Inclusive concomitante com a conciliação bancária.
Esse mecanismo financeiro ajuda a organização (dizemos organização quando estão abrangidas as com e sem fins lucrativos, como as ONGs) a prever seu saldo financeiro, que inclui caixa e bancos.
As empresas são criadas para gerar riqueza para os sócios ou acionistas. Para isso elas precisam produzir, comercializar ou prestar serviços. São necessários, então, a aquisição de insumos, matérias primas ou produtos acabados. Estes nem sempre são pagos à vista, assim como os clientes também pagam a prazo uma grande parcela dos produtos e serviços adquiridos.
Mesmo com disponibilidades em caixa/bancos, muitos gestores preferem contrair empréstimos ou financiamentos (principalmente estes) no momento em que decidem ampliar seus negócios, seja reformando imóveis, adquirindo móveis, maquinários, peças e até mesmo outras empresas. Esta escolha se dá para que o empreendimento não se descapitalize e possa enfrentar problemas contingenciais com mais tranquilidade que outros que não se preveniram.
Com contas a receber de seus clientes, a pagar a fornecedores (inclui-se água, luz e telefone) e bancos (que também é um fornecedor - de capitais), além dos salários de seus colaboradores, as empresas necessitam possuir apurado controle de suas finanças. Imagine o gestor chamar seus colaboradores e dizer que descobriu na hora de fazer os pagamentos que não há dinheiro suficiente para cumprir essa obrigação. Revolta total. E fim de credibilidade junto ao mais importante parceiro, o funcionário.
Para que momentos como esses sejam evitados, os gestores deverão (como dito no início) lançar os direitos e obrigações da empresa num fluxo de caixa, atualizado constantemente, por ao menos uma vez ao dia. Mas isso só não basta. Com as informações em mãos é que são tomadas as decisões, sendo o mais sensato usar o princípio da prudência.
Deve-se levar em conta que todas as obrigações serão pagas em dia, mas nem todos os direitos serão recebidos na data combinada. Para isso, toda empresa deverá possuir estudo mostrando o nível de inadimplência. Desta forma, na data combinada, dia 15 por exemplo, lança-se R$ 100,00 e imediatamente o redutor de 5% (outro exemplo) como provisão para devedores duvidosos. Mesmo que haja certeza absoluta que aquele cliente nunca atrasa. Nunca atrasou, mas... Precaução e caldo de galinha não fazem mal algum.
Com o fluxo de caixa bastante confiável, os gestores poderão optar por buscar aqueles recursos que poderiam alavancar a empresa em bancos ou esperar um melhor momento, pois seu amigo (fluxo de caixa) está dizendo para esperar um pouco mais.
A utilização desse instrumento de controle financeiro é fundamental para garantir a boa saúde dos empreendimentos.
Boa sorte!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Faturamento não é lucro

Um erro muito comum na administração de negócios cometidos pelos iniciantes e mesmo pelos experientes é misturar pessoa física com pessoa jurídica.
A pessoa física (ou natural) faz parte do corpo social de uma organização, seja ela com ou sem fins lucrativos. A pessoa jurídica é a forma personalizada e legal de representar uma organização. São, portanto, entes distintos e com finalidades diferentes.
Quando uma pessoa jurídica inicia suas atividades, gera receitas e despesas, envolvendo seus sócios, colaboradores e os mais diversos tipos de fornecedores. Sendo que a vida particular dos sócios continua, com suas obrigações pessoais com água, luz, telefone, financiamentos, escolas etc. E é aí que mora o perigo.
Na maioria das vezes por pura falta de informação e preparo, os gestores de seus negócios retiram dinheiro do caixa de suas empresas para fazer pagamentos de contas particulares, o que é errado. Cada sócio que trabalhar na empresa deverá ter seu salário (pró-labore) suficiente ou próximo ao que ganhava antes de se tornar empresário. Não dá para a empresa pagar cada centavo das despesas de cada sócio. Esse é o começo do fim de um negócio.
Não é porque é dono de algum empreendimento que essa pessoa jurídica tem a obrigação de liquidar com os deveres dos sócios. Assim está tudo errado.
O empresário precisa se conscientizar da necessidade de separar as contas e fortalecer a empresa na qual investiu suas economias (muitas vezes de seu cônjuge, parentes e amigos). Afinal, será dos resultados (positivos) desse empreendimento que os sócios poderão estabelecer suas retiradas legais.
Com o crescimento sustentado do negócio, com o tempo haverá a possibilidade de aumento nos pró-labores, e os sócios atingirão, então, um padrão financeiro e econômico mais elevado. Muitas vezes bem maiores do que quando iniciaram seus negócios. Mas isso leva tempo. Nada de precipitação. Não se pode quitar todas as contas que se acumularam ao longo de anos em poucos meses de empreendimento.
Vamos frisar bem: sócios têm pró-labore. Sem essa de tirar do caixa da empresa todas as suas necessidades financeiras. Pessoa jurídica tem faturamento, e faturamento não é lucro.
Faturamento é o total arrecadado pela empresa ao longo de um dia, mês ou ano. Ao final de um período qualquer.
Lucro é o resultado final positivo das atividades de uma empresa com fins lucrativos após os pagamentos de suas despesas com insumos e manutenção de todas as atividades organizacionais.
É do lucro que sairá a retirada dos sócios, que deverá ser previamente estabelecida. Portanto, se o empreendimento em determinado período não der lucro, a retirada dos sócios ficará impossibilitada. Essa é a maior dificuldade de compreensão.
Para alcançar o objetivo principal de todo empreendimento com finalidade lucrativa, a administração financeira se torna essencial. Por isso, investir em controles eficientes dará aos seus gestores uma visão mais clara e objetiva do que está passando na organização. Assim, suas decisões serão as mais próximas possíveis das necessidades da empresa.
Errar todo mundo erra. Mas com uma gestão financeira eficiente, esse erro ficará minimizado.
Boa Sorte!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Novo livro à vista.

Comecei neste final de 2009 a escrever um livro voltado ao empreendedor, experiente ou de primeira viagem. Será bem didático, de fácil leitura.
Esse volume tratará de um campo importantíssimo na vida das empresas (e dos empresários): administração financeira.
O trabalho tem como público alvo os micro e pequenos empresários -e os empreendedores individuais-, que muitas vezes confundem empreendorismo com administração de negócios.
Um grande erro cometido pelos empresários/empreendedores é não levar em consideração o conhecimento de um especialista da área, o administratdor. Às vezes, este último recebe o tratamento de inimigo, quando na verdade seu objetivo maior é maximizar o ganho dos sócios, dos colaboradores e da comunidade, além de melhorar substancialmente a qualidade de vida de todos os envolvidos no empreendimento.
Notamos a falta de um livro que fosse mais fácil, didático mesmo, para a compreensão de quem não teve a oprtunidade de sentar em um banco de faculdade.
O livro falará de forma franca e objetiva sobre as melhores maneiras de se montar um setor financeiro. Não, não será necessário contratar um diretor. As pessoas envolvidas poderão assumir essa tarefa. Entretanto, com o desenvolvimento natural dos negócios aliado a uma mais consistente administração financeira, talvez seja necessário um novo colaborador. Mas isso tratemos no livro também.
Até breve!